Mercado Aquecido É Bom Para Todos?

25 de April de 2011

O crescimento da atividade econômica nos últimos anos promoveu uma grande absorção de imóveis não residenciais nas grandes cidades brasileiras.

Primeiro, foram escasseando lojas, galpões industriais de primeira linha e escritórios classe AAA, com andares grandes. Depois, os imóveis de menor qualidade e assim por diante.

Atualmente, quase todas as taxas de vacância (estoque disponível/estoque total) se encontram abaixo de 10% e em algumas regiões, abaixo de 5%. É um item controverso, mas como regra geral o equilíbrio entre oferta e procura se dá entre 15% e 20%.

As propriedades bem localizadas, com bom padrão de construção e situação jurídica em ordem ficam muito pouco tempo disponíveis, quando não são disputadas antes mesmo da saída do inquilino.

Os que ficam mais tempo no mercado são imóveis com problemas: aluguéis pedidos excessivamente altos, disputas entre os proprietários, problemas jurídicos, ausência das aprovações necessárias e outros.

Isto fez com que os aluguéis subissem muito. No período 2005-2010, chegaram a dobrar de valor em algumas regiões de São Paulo e Rio.

Há muitas construções novas em andamento, mas se o ritmo de crescimento da Economia continuar elevado, não serão suficientes para atender a demanda futura.

Assim, a perspectiva é de tempos difíceis para os inquilinos não residenciais nos próximos anos…

Paulo Câmara

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